quinta, 14 de dezembro de 2017
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Sebrae Santos - Parte I - Reprise

  "Temos um público jovem que precisa ser preparado para essa questão do empreendedorismo."

Painel Entrevista: O que significa SEBRAE?

Silvana: O Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa - Sebrae é uma instituição que funciona como uma agência de desenvolvimento, sem fins lucrativos, que visa apoiar a micro e pequena empresa no Brasil.

Ele atua em diversos segmentos: indústria, comércio, serviços e agropecuária, abrangendo um universo muito grande de empreendedores.

 

Painel Entrevista: Como está organizado o SEBRAE?

Quantas unidades existem espalhadas pelo território nacional?

Silvana: Atua no Brasil inteiro, é uma instituição nacional presente nos 26 Estados e no Distrito Federal, possui um grande sistema de capilaridade, com 600 postos de atendimento e atende de norte a sul do país de uma forma bem ampla.

Painel Entrevista: Qual é a missão do SEBRAE?

Silvana: Sua missão é promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável da micro e pequena empresa e fomentar o empreendedorismo.

Nossa proposta é trabalhar de uma forma inovadora e pragmática, buscando o desenvolvimento dessas empresas no país e, conseqüentemente, nos Estados em que estamos atuando, apoiando a micro e pequena empresa em todo o seu desenvolvimento social e político.

Painel Entrevista: Quais são as prioridades do SEBRAE?

Silvana: Umas das prioridades é a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que é muito importante para o fortalecimento e sobrevivência da micro e pequena empresa, que têm uma carga tributária muito grande, um sistema de burocracia intenso.

Ela vem beneficiar as micros e pequenas empresas que representam noventa e nove por cento das empresas existentes no país.

Uma outra é ampliar e facilitar o acesso a recursos financeiros.

Estamos articulando e negociando com instituições bancárias a criação de linhas específicas de crédito, com taxas menores, mais adequadas ao universo da micro e pequena empresa, porque elas têm que ser tratadas de forma diferente, são empresários que estão iniciando dentro de um mercado altamente competitivo.

Então elas necessitam de uma legislação e condições diferenciadas para que sobrevivam nesse mercado, diferentemente da grande empresa que tem todo um recurso e aporte para entrar no mercado de uma forma mais efetiva e direta.

Portanto, ela visa apoiar e criar mecanismos para fortalecê-las.

Uma outra prioridade é promover a educação empreendedora e a cultura da cooperação.

Temos pesquisas e dados que mostram que a grande maioria dos empresários que estão no mercado não possui nível universitário.

Esperamos que no futuro seja diferente, até porque vocês são o nosso futuro, verificamos uma necessidade de um melhor conhecimento na gestão empresarial.

Então nós promovemos a questão da educação visando levar conhecimento de técnicas do mercado para o gerenciamento e administração do seu negócio.

A outra é a cooperação, sabemos que a micro e pequena empresa sozinhas têm menos chances de sobrevivência do que em grupo, ou seja, é a união de vários empresários do mesmo segmento ou de segmentos inter-relacionados para que, de forma conjunta, possam buscar soluções com menores custos e de forma mais acessível e é um fator muito importante para o desenvolvimento da micro e pequena empresa.

As cooperativas são uma grande alternativa para as pessoas que têm objetivos comuns e que delas possam extrair benefícios e prestar serviços.

Painel Entrevista: Qual é a área de atuação do SEBRAE aqui na nossa região?

Silvana: A região metropolitana da Baixada Santista representa o terceiro maior aglomerado metropolitano do Estado de São Paulo.

Tem 1,5 milhão de habitantes, com 2.373 Km2 e abrange 9 municípios.

O Sebrae trabalha com um número de 40 mil empresas na Baixada Santista, atualmente deve ser maior.

Temos dados que apontam que 90% dessas empresas são de micro e pequeno porte, fora isso, temos o setor informal que vem crescendo numa velocidade absurda.

Para cada negócio formal hoje temos dois informais, por isso que foi importante a aprovação da Lei Geral.

A idéia da desburocratização e redução de impostos é justamente para trazer e incluir as empresas que estão na informalidade para esse mercado que de uma certa forma estão excluídas de um processo que é importante a fim de que possam ter acesso aos benefícios que poderiam obter se fossem formais.

Painel Entrevista: Existe algum projeto especialmente desenvolvido para a região da Baixada Santista?

Silvana: Trabalhamos com alguns focos de atendimento.

Um deles é o atendimento presencial.

Nosso escritório está trabalhando com uma média de 1.100 atendimentos por mês.

Temos um planejamento de elevar, até o fim do ano, em 50% a 60%, mediante um trabalho de capilarização, ou seja, o Sebrae aqui na Baixada vem atendendo através do PAE - Posto de Atendimento ao Empreendedor feito com parceiros.

O balcão Sebrae e o atendimento que damos têm sido feitos através de parcerias com universidades, prefeituras e associações comerciais de outros municípios, montando postos de atendimento, pois temos que pensar que a Baixada tem uma distância territorial razoável.

Então, temos um posto em Peruíbe, inauguramos recentemente um posto em Itanhaém, em parceria com a prefeitura, associação comercial e universidade local, onde existe um espaço em que empresário ou a pessoa que queiram montar o seu negócio são recebidos e têm todas as orientações, publicações, cursos e consultorias que o Sebrae fornece.

Estamos negociando para Cubatão e São Vicente.

Então, isso é uma forma de capilarizarmos os nossos serviços ampliando a nossa rede de postos de atendimento aos nossos clientes.

Um outro tipo de atendimento é o projeto Sebrae na rua, onde é montada toda uma logística de levar até os municípios um pouco desse conhecimento e informações que o Sebrae fornece no dia-a-dia.

É formada uma caravana do Sebrae que em parceria com os municípios, monta uma estrutura de atendimento itinerante.

Ficamos de 3 a 4 dias, informando e orientando as pessoas que desejam montar um negócio próprio ou para empresários que não têm acesso ao Sebrae.

Já estamos no quinto município neste ano e queremos trazer até o começo do ano de 2007 para Santos, porque até aqui ainda há pessoas que ainda não têm acesso ao Sebrae.

Outro programa é a definição dos setores estratégicos para a região.

Temos pontuado na questão do setor de turismo que é importante para a Baixada Santista, setor de confecção, setor de comércio varejista, entre outros, e nesses setores já temos realizado alguns trabalhos que prometem projetos específicos de desenvolvimento para 2007.

Painel Entrevista: Existe algum projeto direcionado para os jovens, em específico?

Fale um pouco a respeito dele.

Silvana: Existem dois programas para jovens, um para o Ensino Fundamental e outro para o Ensino Médio.

Esses programas precisam ser trabalhados com as escolas, pois necessitam estas passar aos professores o nosso conhecimento, incluindo-o na grade curricular, relativo ao empreendedorismo.

Esses dois programas podem ser trabalhados com escolas e universidades.

Aqui na Baixada ainda não foi implementado, estamos conversando com as escolas e acreditamos que são programas importantes porque temos um público jovem que precisa ser preparado para essa questão do empreendedorismo, até mesmo para que a gente mude e transforme essa região num futuro próximo.

Saiba o que virá na segunda parte desta entrevista:

Dicas para quem quer iniciar um negócio.

Saiba os cursos que o SEBRAE oferece.

Conheça o perfil dos empreendedores.

Saiba o que é uma incubadora de empresas.

Envie comentários para opiniao@colegiouniversitas.com.br

EQUIPE DE FOTOGRAFIA, REDAÇÃO APOIO E PESQUISA

8ª. Patrícia Galvão

Camila Pontes Correa.

Daniela Bruno Conforti.

Eduarda Menin Franco Martins.

Gabriela Caroline Pereira Craveiro.

Jonas Alonso Leite de Barros Neto.

Laís Augusto Moreira.

Lucas Monson Ferreira.

Mariana Dau Samen.

Victoria M.

Queiroz.

DATA DA REALIZAÇÃO

Data: 20/10/2006.

ORIENTAÇÃO

Profª. Sandra Regina.

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

Prof. Lenine Righetto.

SUPERVISÃO E REVISÃO

Prof. Alcides Duarte.

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